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O Verão de São Fonseca

Tenho por aqui um stock de provas de vinhos que deviam ter sido despachadas antes do Verão mas isto de fazer moonlighting como blogger de vinhos e gastronomia não é tão fácil como parece e tem dias que depois de um dia trabalho, apetece mais dormir do que escrever. Assim vou a aproveitar os dias soalheiros que brindaram o São Martinho para falar de alguns vinhos da José Maria da Fonseca que seriam mais de Verão mas como nesta tasca se bebem brancos e rosés o ano inteiro ficam tão bem agora como há 3 meses atrás.

O Verão de São Fonseca - reservarecomendada.blogspot.pt

A antecipar o Verão fomos à By The Wine provar os brancos e rosés de 2014. Alguma parte desse final de dia já tinha ficado aqui descrita mas só superficialmente tinha falado dos vinhos que ali provamos. O ano de 2014 foi um ano muito bom para brancos e os da José Maria da Fonseca não foram excepção. Dos vinhos provados houve um deles que me impressionou especialmente, não por ser o melhor mas por ser um clássico que nesta colheita me pareceu especialmente feliz e com uma ótima relação qualidade preço. Trata-se do BSE 2014 que teve também este ano novas roupagens que renovaram também de um modo especialmente feliz uma imagem que já se revelava datada e pouco atual.


Esta colheita do BSE faz jus ao seu nome (Branco Seco Especial) e mostra-se amarelo esverdeado claro com aromas citrinos e ligeiro floral embora não muito exuberante no nariz. Na boca mostra ótima acidez, algum vegetal a dar-lhe estrutura num perfil mineral, longo e fresco. Outro vinho que nesse dia me despertou a atenção foi o Domingos Soares Franco Colecção Privada Moscatel Roxo Rosé 2014. Este é um vinho que gosto muito e que ao longo dos anos sempre me entusiasma. Mostra uma cor entre o rosa e o salmão enquanto leva ao nariz aromas florais muito exuberantes em que a rosa domina e uma nota menos habitual de ligeiros coentros que lhe dá alguma originalidade. Na boca mostra uma boa acidez, um falsa sensação de doçura que deriva de um perfil aromático que faz lembrar rebuçados. Muito longo e exuberante na boca.


O outros vinhos provados foram: o Periquita Rosé 2014 com um perfil mais doce e que me agrada menos mas que liga muito bem com a esplanada; o Periquita Branco 2014, fresco e longo na boca e com uma boa relação qualidade preço; o Domingos Soares Franco Colecção Privada Verdelho 2014 que a par do Quinta de Camarate Branco 2014 me pareceram na altura com muito potencial mas ainda algo duros na boca e a precisarem de algum tempo de garrafa; e o Quinta de Camarate Branco Doce 2014 que também pela doçura terá na esplanada o seu terreno.


Já em pleno Verão foram lançadas as novas roupagens do Lancers Rosé e do seu irmão mais novo, o Lancers Branco. São vinhos sem data de colheita, despretensiosos, com alguma doçura e um ligeiro pico de gás carbónico que acaba por mediar a doçura destes vinhos. Poderão fazer boa figura em situações informais como um magusto de São Martinho a fazer a vez de uma água-pé. Achei especialmente feliz a nova imagem destes vinhos que mantém o uso de garrafas de vidro mas com uma pelicula plástica para as tornar opacas remetendo-nos para a histórica garrafa de barro pintado do Lancers original. Isto combinado com rótulos a fazer também referencia ao passado resultou numa imagem que integra muito bem a riqueza do passado da marca numa embalagem moderna e atual.


Para substituir a jeropiga nos magustos, que alguns farão só no próximo fim de semana, podem escolher o Alambre Moscatel de Setúbal 2010 que também sofreu uma mudança de rótulo. O rótulo parece-me melhor e mais limpo que o anterior embora não me convença completamente. O vinho, por agora, também não me convence tanto como o 2008 tendo um pouco mais de doçura, sendo mais floral e mostrando um perfil de moscatel de areia mais marcado. Mas não deixem que este meu preciosismo vos desmobilize pois não é fácil encontrar melhor por este preço. O Domingos não acredita que estes vinhos possam evoluir em garrafa mas eu acho que mais uns aninhos de garrafa até poderão atenuar alguma desta doçura e floral.


Escrevo este texto nas últimas horas do dia de São Martinho e nada melhor para ter no copo do que uma novidade da José Maria da Fonseca para fechar este dia, o Alambre Moscatel Roxo 2010. Até agora as uvas de moscatel roxo vinificadas como vinho generoso estavam reservadas para moscateis com estágios mais longos como o Moscatel Roxo 20 Anos ou para o Domingos Soares Franco Coleção Privada Moscatel Roxo que normalmente tem um período de estágio de cerca de 10 anos. Este Moscatel Roxo assume-me como um Moscatel Roxo de entrada de gama com um estágio de 5 anos inserindo-se na mesma gama do Alambre Moscatel de Setúbal. Mostra-se laranja escuro e revela aromas florais com ligeira rosa e casca de laranja. Na boca mostra uma acidez vibrante que equilibra bem a sua doçura e algum meloso que tem na boca. Longo na boca. Uma novidade muito interessante da José Maria da Fonseca.

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